Contexto histórico
Em 539 a.C., Ciro entrou em Babilônia praticamente sem resistência, encerrando o império neobabilônico de Nabucodonosor e seus sucessores. Diferente da política de deportação dos assírios e babilônios, a Pérsia adotava uma estratégia de tolerância religiosa: os povos exilados eram autorizados a voltar para suas terras e restaurar seus santuários. O Cilindro de Ciro (descoberto em 1879, hoje no Museu Britânico) confirma arqueologicamente essa política — Ciro afirma ali ter restituído imagens e povos a vários territórios. O decreto bíblico (Esdras 1.2-4) tem três cláusulas: (1) reconhecimento de que o Senhor é quem lhe deu os reinos; (2) autorização para qualquer judeu retornar e edificar a Casa do Senhor em Jerusalém; (3) instrução para que os vizinhos contribuíssem com prata, ouro, bens e animais para a obra. O resultado: cerca de 50 mil pessoas retornam (Esd 2.64-65) trazendo 5.400 utensílios sagrados que Nabucodonosor havia levado em 586 a.C.
